Dólar volta a subir e atinge a marca histórica de R$ 4,1307

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O dólar voltou a ultrapassar o recorde histórico em relação ao real no pregão desta quarta-feira (23). A moeda americana foi cotada a R$ 4,1307. Nesta terça (22), havia atingido sua máxima de R$ 4,0681.

O dólar subiu 1,83%, ao meio-dia, e ficou cotado a R$ 4,128 na venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta após abrir em queda. O recorde anterior era R$ 3,99, em outubro de 2002. Entre 22 de setembro de 2014 e ontem, o dólar acumulou uma valorização de 69%.

A conjuntura desfavorável exige novos planos e contas de quem está de malas prontas ou planeja sair do país nas próximas semanas. Isso porque a maioria dos economistas não consegue enxergar quando o dólar vai deixar de subir. A recomendação é defender o “bolso” para evitar turbulências no orçamento.

Segundo o economista Luciano D’Agostini, a variação da taxa de câmbio é influenciada pela falta de confiança que o investidor tem com relação ao governo e ao cumprimento das metas fiscais. A situação fica ainda mais difícil diante de um mercado internacional que também não vai muito bem. “Um conjunto de fatores internos e externos que aconteceram ao mesmo tempo levou ao enfraquecimento da moeda brasileira”, explica.

Nas casas de câmbio de Salvador, o dólar turismo chegou a ser vendido ontem a R$ 4,23. A loja MultiMoney, localizada no Shopping Bela Vista, criou um grupo no WahtsApp para informar aos clientes o dia de cotação mais baixa. “As pessoas estão muito temerosas. Quem procura a agência só está levando para a viagem o que realmente necessita”, assegura o gestor da casa de câmbio, Olavo Lemos.

Embora repasse o preço da alta da moeda e cobre seu lucro, ele afirma que a cotação atual prejudica seu negócio. “Quem vai viajar acaba comprando a metade do dólar que levaria caso a cotação estivesse mais baixa, e isso não deixa de interferir na nossa receita”, diz.

Para quem está com a data de embarque cada vez mais próxima, a dica é comprar a moeda o quanto antes, como recomenda o educador financeiro Ângelo Guerreiro. “O dólar, do jeito que está, não irá baixar tão cedo”.

Quem está com a viagem agendada deve optar por comprar a moeda aos poucos, observando variações do mercado. “A compra parcelada é a melhor alternativa para diminuir o risco de perda”.

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