Disputa pelo Ministério da Educação do governo Lula começa a ficar intenso

Brazil's President-elect Luiz Inacio Lula da Silva attends the closing session of the thematic group of the transition government in Brasilia, on December 13, 2022. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Brazil's President-elect Luiz Inacio Lula da Silva attends the closing session of the thematic group of the transition government in Brasilia, on December 13, 2022. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Começa a ser resolvida a partir de hoje por Lula e Rui Costa, futuro chefe da Casa Civil da presidência da República, a escolha do próximo ministro da Educação. Estava quase certo que seria Izolda Cela, governadora do Ceará, sem partido.

Mas o PT se queixa de que assim ficará de fora dos ministérios da área social. O da Saúde irá para Nísia Trindade, atual presidente da Fundação Oswaldo Cruz; o do Desenvolvimento Social para Simone Tebet (MDB), ambas escolhas de Lula.

O PT quer o ministério da Educação para o deputado Reginaldo Lopes (MG), atual líder da bancada do partido na Câmara. A pedido de Lula, Lopes desistiu de ser candidato ao Senado para facilitar em Minas Gerais o acordo com o PSD de Gilberto Kassab.

Ocorre que surgiu outra peça que Lula se sente obrigado a acomodar no primeiro escalão do seu governo – Camilo Pena (PT), ex-governador do Ceará, que se elegeu senador. Não haverá espaço para dois ministros cearenses – Izolda e Camilo.

Camilo quer ser ministro, mas não da Educação. É por aí que poderá entrar Lopes com o apoio do PT. Lula já disse em tom de galhofa que nem 100 ministérios bastariam para dar conta do número de pessoas dispostas a ajudá-lo a governar.

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