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Dia das crianças: Animal de estimação não é brinquedo e nem presente

Dia das crianças: Animal de estimação não é brinquedo e nem presente

Os pais que desejam presentear as crianças com um pet, pensando nos benefícios que trarão ao lar, precisam pensar também nas responsabilidades com o animal de estimação.  A presença de um pet em casa deixa a família mais alegre e unida; aumenta os vínculos afetivos, reduz o estresse, ajuda a combater a depressão, fortalece o sistema imunológico e faz bem ao coração, mas demanda cuidados e não pode ser visto como um brinquedo.

A relação entre humanos e pets é capaz de transformar vidas e a médica veterinária da Mundo Pet, Roseane Sales, chama a atenção para a adoção responsável dos animais de estimação. “O convívio com pets é benéfico para o desenvolvimento das crianças, principalmente no que se refere às relações sociais, mas é importante lembrar que pet não é brinquedo, precisa de cuidados e é importante incluir a criança nisto”, afirma a especialista.

 Ao BNews, a psicóloga e neuropsicóloga Luciana Caldas explica que, a partir do momento que os pais decidirem adotar um animal, isso deve ser conversado para que todos saibam como esse novo membro vai integrar a família: os cuidados necessários, as responsabilidades e as necessidades de ajuste do ambiente para receber o pet.

“É fundamental explicar para a criança qual será o papel dela em relação a criação do animal. Devem ser estipuladas, até antes da adoção, quais serão as tarefas referentes aos cuidados e educação do animal, assim como as responsabilidades. A depender da idade da criança, ela já pode ser responsabilizada por passear com o animal, alimentar, higienizar, dentre outros. Definir os horários de brincar com o animalzinho também é importante. O ideal é que as atividades sejam compatíveis à rotina da criança para não comprometer ou causar prejuízo a ela”, explicou a profissional.

Luciana acrescenta que a chegada de um pet a um lar traz diversos benefícios para uma criança. Estimula a autonomia e responsabilidade; induz a prática de exercícios físicos; permite uma maior expressão das emoções; auxilia no relacionamento interpessoal a partir do desenvolvimento da sensibilidade e cuidado com o outro; motiva para o cumprimento de regras de convivência; assim como no cumprimento de rotina e o respeito a horários.

Em outras entrevistas ao BNews, Luciana já abordou o assunto. Neste cenário de isolamento devido a pandemia da Covid-19, por exemplo, que é marcado pelo aumento de sintomas psíquicos e transtornos mentais, a psicóloga ressaltou que a adoção de um pet pode ajudar a aliviar os dias difíceis.

“Um dos maiores problemas da pandemia é a restrição social, que afeta o emocional e compromete a saúde mental das pessoas. A interação com animais de estimação é uma alternativa interessante para essa questão, pois minimiza a solidão e leva o indivíduo a se ocupar com atividades de cuidado com o pet, tirando o foco de outras questões que geram ansiedade e estresse”, conclui a especialista.

Ao adotar um animalzinho, também deve-se ter em mente que ele não pode ser humanizado e tratado como uma criança. Colocar o cachorro ou gato saudável em carrinho para bebês durante um passeio na praça ou deixar o pet sufocado com roupinhas de criança são hábitos que podem afetar de forma negativa o bem-estar do pet.

Segundo o médico-veterinário Zenildo Prazeres, adestrador há 50 anos e instrutor de cinotecnia da Polícia Militar da Bahia, esse comportamento pode desenvolver uma série de patologias nos animais.

“Pode desencadear dermatites, lambeduras, síndrome de ansiedade por separação e até copofragia [ingestão de fezes]. Os cães passam a não querer se alimentar com comida de cães e preferem sorvetes, passam a ter gosto pelo açúcar. Começa a ter paladar seletivo pela alimentação humana. Têm animais que pedem excessivamente para ficar no colo, não conseguem ficar sozinhos em casa”, explica.

É importante, portanto, entender que o animal passa a fazer parte da sua família a partir do momento que eles são adotados. Eles exigem cuidados especiais e atenção redobrada. Por isso, o pet não deve ser visto como um brinquedo e, caso você não esteja disposto ou não tenha tempo suficiente para cuidar do pet, é melhor não adotá-lo.

Presentes para os pets

No Dia das Crianças, os pais de pets podem presentear seus bichinhos com alguns brinquedos que vão distrair toda a família. Cães e gatos certamente vão gostar dos brinquedos recheáveis que, além de estimular os movimentos, guardam uma recompensa, que pode ser ração normal, úmida, petiscos e frutas. Os brinquedos fofinhos de pelúcias são ideais para filhotes e as cordas são perfeitas para os cães mais agitados.

Informações; Bnews

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