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Depois da carne, cerveja ficará mais cara a partir de sexta-feira; Reajuste chega a cerca de 10%

Depois da carne, cerveja ficará mais cara a partir de sexta-feira; Reajuste chega a cerca de 10%

cerveja ficará mais cara. A Ambev, dona de marcas como Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Stella Artois, aumentou o preço de seus produtos e já repassou o reajuste a lojistas e distribuidores. Os novos valores entram em vigor a partir da próxima sexta-feira (dia 1º de outubro).

A empresa não deu detalhe sobre os novos preços, limitando-se a dizer que vão variar “de acordo com as regiões, marca, canal de venda e embalagem”. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), avalia que o reajuste para o consumidor fique em torno de 10%.

— Há uma pressão muito grande dos custos, tanto para a Ambev, neste caso específico, quanto para os bares e os restaurantes. O combustível, a energia, os insumos, entre outros, estão mais caros. Por isso, acredito que este reajuste chegará ao consumidor final imediatamente — disse Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel)

Segundo ele, cerca de 37% dos bares e restaurantes do país estão com prejuízo. Em São Paulo, essa porcentagem é de 50%.

A associação afirma que “todo aumento de custo dificulta ainda mais a vida do setor, sobretudo em um momento em que se está pressionado por aumento no custo de alimentos, luz, aluguel e, inclusive, o combustível, que afeta diretamente o delivery”.

Presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), Fernando Blower lembra ainda que a “inflação no setor de alimentos e bebidas está acima de 13% no acumulado dos últimos 12 meses”. E confirma que será difícil qualquer estabelecimento não repassar o reajuste ao cliente.

— A última pesquisa realizada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em parceria com a Galunion e o Instituto FoodService Brasil (IFB) aponta que 62% dos entrevistados ainda não recuperaram o faturamento pré-pandemia e 55% declararam estar endividados. Ou seja, o setor de bares e restaurantes ainda vive a crise causada pela pandemia e está trabalhando no limite. O pouco lucro está direcionado a pagar dívidas e fica inviável usar o caixa para reter o repasse dos aumentos — aponta.

Procurada, a Heineken afirmou ao EXTRA que já fez seu reajuste de preços neste ano e não deve fazer outro até o fim de 2021.

“Revisões na tabela de preços estão relacionadas à dinâmica natural do mercado brasileiro e às necessidades de compensar principalmente os impactos da valorização do dólar nos custos de nossas matérias-primas e dos custos logísticos muito atrelado ao preço dos combustíveis. Diante desse contexto, já fizemos uma revisão neste ano e não temos previsão de novos reajustes de preço para o último trimestre de 2021”, explicou em nota.

Vendas devem crescer

Donos de bares e restaurantes receberam comunicado da Ambev sobre o reajuste nos últimos dias. O texto, distribuído nacionalmente, afirma que o reajuste vai seguir, “em linhas gerais, a variação da inflação, variação de custos, câmbio e carga tributária”.

O comunicado é encerrado com a mensagem: “reforçamos o nosso compromisso com a competitividade das nossas marcas no mercado, visando sempre a boa performance do volume de vendas da indústria”.

Segundo a Abrasel, o aumento da cerveja em âmbito nacional, que deve vir alinhado com a inflação acumulada nos últimos 12 meses, deve girar em torno de 10%. Mas deve variar conforme o estado. Em São Paulo, deve seguir esse percentual. No Rio, a entidade avalia que o aumento será menor, em torno de 7%.

Ainda assim, Solmucci acredita que as vendas continuarão a subir:

— Com a retomada da economia, a volta dos eventos e a proximidade do verão, as vendas de cerveja aumentarão. Já estão indo muito bem, cerca de 3% a mais do que o segundo semestre de 2019.

Endividamento alto

O reajuste do preço da cerveja ocorre em momento ainda crítico para o setor. Segundo a pesquisa da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), feita em parceria com a consultoria Galunion e com o Instituto Foodservice Brasil (IFB), o nível de endividamento das empresas do segmento é de 55%.

Desse total, 78% devem para bancos, 57% estão com impostos em atraso, 24% têm dívidas com fornecedores, e 14% afirmam ter pendências trabalhistas.

A pesquisa mostra ainda que 62% das empresas, entre restaurantes, bares, cafés e lanchonetes, ainda não recuperaram as vendas em relação à pré-pandemia.

Informações: Extra

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