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“Covarde”, diz mãe sobre homem que espancou adolescente após assobio

“Covarde”, diz mãe sobre homem que espancou adolescente após assobio

Dois dias após o adolescente de 14 anos ser brutalmente espancado por um homem na quadra esportiva da Vila Nova Divinéia, no Núcleo Bandeirante, o Metrópoles conversou, na manhã desta segunda-feira (25/4), com a mãe do garoto. Muito abalada, Francisca Ferreira do Nascimento, 45 anos, comentou que ela e o filho estão sem dormir direito, com medo das ofensas e ameaças proferidas pelo agressor. A mulher disse esperar que o vizinho, Victor de Sales Batista, 44, seja preso.

“Eu quero justiça. Se ele fez isso com o meu filho, ele pode fazer com outras crianças. Porque ele é um covarde”, pontuou.

Conhecida por Vera, a mãe conta que estava em casa na tarde de sábado (23/4), quando ouviu o agressor xingando o adolescente. “Meu menino estava brincando com dois colegas, e ele estava ameaçando o meu menino. Disse que ia matar ele. Pedi para o meu filho entrar para dentro de casa, mas ele saiu para brincar na quadra”, disse a mulher.

 

Veja imagens da agressão:

Depois de algum tempo, outro adolescente foi até a casa do amigo agredido e contou para Vera o que havia acontecido. “Eu fiquei muito abalada. Nunca imaginei que isso fosse acontecer com o meu filho. Moramos nesse endereço há dois anos, e todo mundo nos conhece aqui. Levei ele na delegacia, e registramos o boletim”, disse.

Vera também comentou que após o desentendimento, ela entrou em contato com o pai de Victor. “Ele me pediu desculpas e disse que o filho não estava mais em casa. Acreditamos que ele está escondido, e o pai não quer falar onde o agressor está”, contou a mulher.

Veja o depoimento da mãe do adolescente agredido:

Ainda segundo a mãe, não é a primeira vez que o agressor e o adolescente se desentendem por causa dos assobios do menor. “Quando meu menino me chama, ele fica incomodado. Fica agressivo. Só que ele nunca me falou nada. Ele deveria ter falado comigo que eu iria conversar com o meu menino”, disse Vera.

Hoje, o adolescente foi para a escola. “Ele ainda está muito machucado. Com hematomas nas costas, o olho está inchado. Estamos recebendo o apoio de todos os moradores da região e vamos até o fim para cobrar que ele pague por isso. Todos estão revoltados”, concluiu a mãe.

 
Fotografia colorida de homem com camiseta vermelha
Victor de Sales Batista é acusado de agredir adolescente no Núcleo Bandeirante

 

Assista ao vídeo das agressões:

 

Alberto Ferreira de Paula Carvalho, 52, presidente da Associação de Moradores da Vila Nova Divinéia, acompanha o caso e também pede justiça. “Nada justifica um homem fazer uma covardia dessas com uma criança, independentemente do que tenha acontecido. É inadmissível”, disse. Alberto conta que mora no local há mais de 30 anos e que nunca presenciou nada igual. “Foi uma surpresa para a gente. Como uma coisa dessas acontece na nossa porta? A gente espera que a Vara da Infância aja neste caso. Não pode ficar impune”, frisou.

Revolta popular

Assim que ficaram sabendo do ocorrido, vizinhos de Victor cercaram a casa do suspeito, ainda na tarde de sábado (23/4). O grupo tinha a intenção de questionar pessoalmente os ataques brutais ao garoto.

O momento em que moradores vão até a casa de Victor foi filmado. Nas imagens, é possível ver o grupo de homens em frente à residência do agressor, perguntando aos familiares o paradeiro dele. Acuados, o pai e a irmã de Victor ficaram o tempo todo na parte de dentro do imóvel, protegidos por grades. Eles disseram que o rapaz não estava e que o caso já era investigado pela polícia.

Assista ao vídeo da revolta dos moradores da região:

“Viemos defender ele. Aqui é Divinéia. Aqui é unido ainda”, disse um dos moradores, nas filmagens obtidas pelo Metrópoles.

Exaltados, os homens queriam falar pessoalmente com Victor de Sales. “A delegacia não vai resolver, não. Nós vamos conversar com ele depois”, disse um integrante do grupo. “Covarde do c*ralho”, bradou outro.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso e deve intimar o agressor a prestar depoimento nesta segunda-feira (25/4). De acordo com vizinhos ouvidos pela reportagem, Victor mora na Vila Nova Divinéia há pouco mais de 1 ano, com pai, irmã e madrasta. Eles não souberam informar a profissão do agressor e disseram que a família é bastante discreta.

Segundo Eduardo Ribeiro Machado, 32 anos, morador da região que recebeu o vídeo minutos após as agressões, esta não é a primeira vez que Victor se envolve em polêmicas na cidade. Há seis meses, um grupo de reeducandos do sistema socioeducativo limpava a calçada na rua, quando o homem passou de carro, de forma abrupta. Os reeducandos reclamaram, e o suspeito teria dado ré e os ameaçado. “Ele é um cara muito frio e agressivo”, disse o servidor público.

O adolescente espancado contou à polícia que, antes da série de chutes, Victor se aproximou e perguntou: “E agora? Você vai correr? Você não disse que não sou seu pai?”. Em seguida, o homem desferiu um soco no rosto do menor. O garoto caiu no chão, Victor o xingou de “filho da puta”, “desgraçado”, e afirmou: “Na próxima vez, vou é te matar”.

Imagens reveladas pelo Metrópoles mostram o momento em que o menino está caído no chão de uma quadra de esportes enquanto Victor o chuta pelo menos cinco vezes.

Veja como ficou o adolescente:

O caso ocorreu na 3ª Avenida da Vila Nova Divinéia, no Núcleo Bandeirante, por volta das 16h30. A gravação tem apenas 12 segundos, mas as crianças que estavam na quadra esportiva afirmam que o homem agrediu o adolescente por cerca de 3 minutos.

A motivação para o espancamento, segundo os vizinhos, teve a ver com assobios que o jovem fazia para chamar a mãe na frente de casa.

Em depoimento à 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), o adolescente disse ainda que Victor “sempre implicou muito” com ele. Segundo o garoto, o agressor disse, por diversas vezes, que “não ia com sua cara” e que ele o “incomodava”.

O menino afirmou ainda que, após a violência física, Victor saiu da quadra “caminhando tranquilamente, zombando da situação”. A vítima foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) após prestar depoimento.

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