Conferência evidencia preconceito contra negras, indígenas e lésbicas

Conf_rncia da Mulher (4)

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O preconceito contra mulheres negras, indígenas e lésbicas esteve evidenciado, nesta quinta-feira (17) pela manhã, durante a II Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres de Feira de Santana. O evento reuniu mulheres de diversos segmentos organizados da sociedade, desde quarta-feira, 16, para discutir questões em torno do tema central “mais direitos, participação e poder para as mulheres”.

Ao abordar sobre “Sistema Nacional de Política para as mulheres: subsídios e recomendações”, a facilitadora Lindinalva de Paula, da Rede de Mulheres Negras da Bahia, observou, com profundidade, a problemática vivenciada por mulheres negras, indígenas e lésbicas e suas peculiaridades. “As mulheres negras, indígenas e lésbicas encontram-se expostas a diversas formas de violência e mecanismos de exclusão, mas são poucas consideradas nas políticas públicas”, frisou.

Ressaltou ainda o caminho a ser seguido para mudar definitivamente o quadro. “A melhora das condições depende de compromisso político que assegure o enfrentamento do racismo, do sexismo e da lesbofobia”, observou, ao completar que “em momento algum Deus ensinou a ser descriminatório, homofóbico”.

Para a coordenadora do evento e presidente do Conselho Municipal das Mulheres, Ione Mansur, a conferência a conferência tem sua importância na análise de conquistas e no levantamento de novas bandeiras de lutas em defesa dos direitos das mulheres., “Estamos avaliando o que já avançou e o que precisa ainda ser mudado, tanto no município, estado quando no país”, observou.

Feira de Santana, conforme explica, tem em suas políticas públicas uma importante conquista que é a formação de uma rede de proteção para as mulheres. “Temos promotoria voltada para as mulheres, a Deam, a Vara da Violência Doméstica, O Centro de Referência da Mulher Maria Quitéria, um departamento específico para fomentar políticas públicas no município através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Agora o que precisamos é que esta rede se fortaleça ainda mais e atue de forma uniforme”, frisou.

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