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Confeiteira viraliza com cancelamento e falta de respeito de cliente

Confeiteira viraliza com cancelamento e falta de respeito de cliente

Ana Roberta, 32 anos, é uma confeiteira da cidade de Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza, Ceará, que viralizou nas redes sociais depois de partilhar uma situação de desrespeito que viveu com uma cliente: ela cancelou, pediu a receita do recheio do bolo para passar para outra confeiteira, cobrou resposta, voltou atrás e ficou brava que Ana não aceitou. A confeiteira, que até partilhar a história na sexta (5) tinha cerca de 1.500 seguidores, hoje (11) tem mais de 19 mil pessoas que chegaram até lá, segundo ela, porque todo mundo já saiu machucado em algum trabalho.

Em conversa exclusiva ao iG Delas, Ana contou detalhes da história com a cliente, a sua trajetória como confeiteira e os planos para o futuro. Também colocamos todos os prints em uma galeria abaixo na matéria.

 

Ana trabalhava em uma empresa multinacional quando começou a se interessar pela culinária, mas estava preocupada com sua saúde mental pela sobrecarga e tirou um ano sabático para estudar – foi quando conheceu a confeitaria. Como ainda queria trabalhar, dessa vez ela optou por uma empresa menor e local, engravidou, teve medo de ser demitida após o fim da sua licença maternidade, pois sabia que isso acontecia com muitas mulheres. O fim da licença coincidiu com a pandemia, e Ana demitida e só seu marido ficou trabalhando.

Assim, ela decidiu investir em uma paixão antiga: a culinária e a confeitaria. Aos poucos, Ana foi vendendo alguns bolos e doces para amigos, e criou seu perfil profissional nas redes sociais.

“Isso tudo começou em agosto, o orçamento. Eu também estava preparando a festa de aniversário do meu filho, que seria em setembro. Ela começou a pedir o orçamento e em outubro, por volta do dia 20, ela cancelou sem pedir desconto ou falar que estava orçando com outra pessoa. Ela só cancelou”, conta Ana. Os prints partilhados pela confeiteira também mostram é que no momento do cancelamento, a cliente pediu a receita do recheio do bolo e do doce de leite feito por Ana, pois a outra confeitaria que ela tinha encontrado não fazia esse sabor e ela gostava muito do sabor do produto da Ana.

Ana visualizou a mensagem e não respondeu. Inconformada, a cliente escreveu: “Você não fica chateada do cancelamento? Tu visualizou e não respondeu, e pq ficou chateada, mas podia passar pelo menos a receita?” Neste momento Ana responde explicando que o valor cobrado não era apenas para fazer o bolo, mas pesquisando referências, mandando modelos para ela escolher, respondendo mensagens que eram enviadas até de madrugada ou de manhã cedo – e que se ela não respondesse, a pessoa ficava com raiva.

A confeiteira finaliza: “Ai tu vem me pedir receita pra passar pra outra pessoa? Misericórdia!!!”

 

“Quando foi no dia 4 (de novembro, uma quinta-feira), na véspera, praticamente, do aniversário da criança, por algum motivo que eu não sei se foi o que ela realmente disse, ela voltou atrás e perguntou se dava tempo de eu pegar a encomenda. Eu dei a resposta que não tinha como. Só que a maneira que eu estava tentando conduzir a mensagem era que eu não tinha como, além do fato dela ter agido como ela agiu, como também pelo número de coisas que ela precisava, no tempo que eu tinha, eu não ia conseguir fazer porque eu trabalho sozinha.”

Novamente, nos prints da conversa podemos ver que a cliente insiste: “Não vai pegar porque está ressentida por fazer com outra pessoa? Deixa besteira mulher. Encomenda e dinheiro. E eu sou sua cliente.” Depois de receber negativas de Ana, a mulher responde: “Mal educada, pois não faço questão não, não vou ter me humilhando, não, quem perde é você que fica sem a encomenda e confeiteira é o que não falta aqui. Você é quebrar desse jeito escolhendo cliente.”

Ana continua contando ao iG Delas: “Quando eu postei, eu estava chateada, eu estava no calor da emoção, eu não faria isso em outro momento. Eu ia postar nos stories, não no feed porque ele era muito organizado, sempre com uma sequência de três fotinhos, muito limpo. Não era o tipo de conteúdo que eu postaria. Quando eu fui postar nos stories, eram várias páginas e para otimizar, coloquei logo tudo de uma vez porque eu ia tomar a vacina da Covid-19.”

No texto que acompanhou a postagem, Ana desabafou: “Não se esqueçam também que ao contratarem um produto de alguém você não paga só pela massa e recheio de um bolo não. Você paga pelo tempo que uma mãe deixou de ficar com seu filho, uma esposa que deixou de está com seu marido, uma mulher que deixou de cuidar dela. No trabalho que ela te forneça existe muito mais do que preço. Existe um valor que é muitas vezes impagável!”

Ana diz que não esperava essa proporção de acontecimentos. Ela lembra que se arrependeu de partilhar enquanto esperava a vacina, mas quando viu já tinha viralizado. Então a confeiteira decidiu procurar auxílio jurídico para saber as implicações legais, e a análise foi de que era possível manter a postagem.

“Eu estou a todo tempo recebendo mensagens de pessoas perguntando por cursos, oferecendo serviços de ajuda no Instagram, querendo me lançar nas redes sociais e isso e aquilo. Eu não estou preparada financeiramente para isso. Acredito até que emocionalmente porque precisa de investimento. Eu sou sozinha com meu filho. Agora tem o meu esposo aqui (que foi demitido no dia da postagem), mas ainda assim a gente não tem como abraçar todas essas oportunidades que vão aparecendo.”

Ela conta que só topou duas lives até o momento, pois ambas são voltadas para mulheres e mães empreendedoras – realidade de Ana. Ela ressalta que ainda não aceitou nada porque precisa analisar para não pegar coisas que não tenham a ver com seus princípios.

Para este final de semana, Ana já tem uma entrega que vem de longe graças à viralização: uma moradora de Mossoró vai viajar até lá só para conhecer o recheio e o doce de leite da confeiteira. Pensando no futuro, Ana conta que ela e o marido pegaram um dinheiro guardado para comprar uma geladeira velha, que eles estão reformando, para que ela possa produzir mais doces. Ela também acredita que quando o filho começar a escola, em fevereiro, ela vai conseguir pegar mais encomendas. No momento, Ana segue fazendo o que sempre fez: indicando outras confeiteiras mães e empreendedoras.

Veja abaixo o post completo com o desabafo de Ana:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

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