Com registros de 249 casos de pessoas desaparecidas em Feira de Santana, pai agradece por achar seu filho

Quem teve ou tem um parente desaparecido, sabe a angústia e a esperança de encontrar o ente vivo ou de ter a oportunidade de se despedir, Em Feira de Santana, maior cidade do interior baiano, estão registrados 249 casos de desaparecidos no cadastro municipal de pessoas que saíram de casa e nunca mais voltaram.

Em entrevista ao Caldeirão do Paulão, Cristina Pires, coordenadora do setor de registros de pessoas desaparecidas, informou que a prefeitura de Feira de Santana disponibiliza no site (https://www.feiradesantana.ba.gov.br/seprev/desaparecidos/desaparecidos.asp), uma página para as famílias passarem as informações.

“Nossa intenção é facilitar pois, ter ente desaparecido é desesperador e toda ferramenta usada para ajudar, ameniza esse sentimento “, afirma.

Entre as estatísticas de desaparecidos, o filho de seu Antônio Macedo, Ângelo de 39 anos, saiu dessa lista após conseguir registrar no banco de dados da cidade. Ângelo é deficiente auditivo e desapareceu em 2015 após pegar um ônibus, em Feira sentido Salvador.

Antônio, pai de Ângelo

Com a dificuldade devido a deficiência auditiva e a falta de conhecimento em circular na capital baiana, Ângelo ficou perdido na região da Ribeira durante cinco dias.

Para seu Antônio, o sumiço do filho foi a situação mais dolorosa que ele e seus familiares enfrentaram.

“Ficamos desesperados! Eram 16h30 quando ele saiu e não chegou no horário previsto. Foram cinco noites sem dormir com medo de ter acontecido o pior”, relembra.

A esperança da família e ajuda das redes sociais fez o rapaz ser reencontrado por populares. As pessoas informaram que Ângelo tinha sido furtado e estava sem os documentos porém, acolheram e deram abrigo e alimentação.

“Meu genro foi buscar ele em Salvador e graças a Deus encontramos nosso filho vivo e sem nenhum ferimento! Foi um alivio”, disse emocionado.

Apesar do desfecho feliz, nem todas as pessoas possuem a mesma sorte que Ângelo Macedo teve. O número de pessoas encontradas ainda é muito baixo, de acordo com a responsável pelo setor de desparecidos.

“Em nosso sistema constam apenas 9 pessoas encontradas. É preciso da ajuda constante do povo em divulgar as informações para tentarmos localizar o mais rápido essas pessoas e avisar suas famílias”, conclui.

Por: Rafa Rodrigues

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