Cofres públicos bancaram despesas de Silas Malafaia e do padre Paulo Antônio de Araújo em Londres e Nova York

Foram bancadas pelos cofres públicos as despesas do pastor Silas Malafaia e do padre Paulo Antônio de Araújo junto à comitiva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro (PL) em viagens a Londres, para o funeral da rainha Elizabeth II, e a Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

De acordo com apuração da coluna de Rodrigo Rangel, no portal Metrópoles, apesar dos convidados não ocuparem cargos no governo, eles viajaram no avião presidencial e registros oficiais comprovam que a estadia se deu “com ônus” para a União.

Em entrevista à publicação, Malafaia confirmou que suas diárias de hotel foram pagas com dinheiro público, mas recusou responder sobre as despesas com alimentação. “Fiquei em um hotel normal, hotel bom. O de Nova York era inferior ao de Londres”, disse ele, segundo o qual, a hospedagem no Reino Unido era quatro estrelas, enquanto nos Estados Unidos era “três, quatro estrelas”.

“É prerrogativa do presidente levar convidados para comitiva. Quando era a Dilma (Rousseff), ninguém falava nada sobre os gastos. Agora, quando o presidente leva um pastor para uma viagem parece que um inferno se estabelece na terra”, criticou o líder religioso, afirmando ainda que o presidente tem direito de gastar até R$ 25 mil sem prestar contas. “Ele pode até sacar o dinheiro e não prestar conta”, defendeu.

A coluna não localizou o padre Paulo Araújo. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República, por sua vez, foi procurada, mas não se manifestou.

Fonte: Bahia.Ba

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