Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on linkedin

BOLSONARO: Wal do Açaí reforça atuação como funcionária fantasma do presidente

PF diz que Bolsonaro cometeu crime no vazamento de informações em live, mas não indicia o presidente

Os procuradores que assinam a ação de improbidade movida contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que ele praticou uma conduta “imoral e manifestadamente ilícita” por 15 anos, período em que manteve Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí, formalmente como secretária de seu gabinete parlamentar.

A conclusão do Ministério Público é a de que Wal era funcionária fantasma. “Tal conduta, absolutamente imoral e manifestamente ilícita, foi reiteradamente praticada por mais de 15 anos, somente tendo cessado em razão da repercussão negativa, após divulgação pela imprensa, durante a última campanha eleitoral”, escreve o Ministério Público.

Apesar de a ação ter sido assinada por oito procuradores da República, a condução das investigações foi do procurador João Gabriel Morais de Queiroz.

O depoimento dado durante as investigações, Walderice não apresenta quase nenhum indicativo de que fato tenha exercido alguma atividade legislativa para Bolsonaro, confirmando jamais ter ido a Brasília. Ela mora na pequena Vila Histórica de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), na mesma rua em que Bolsonaro tem uma casa de veraneio.

Wal também deu declarações que contradizem manifestações públicas do presidente da República em relação ao caso.

Segundo vários moradores da região ouvidos pela Folha em 2018, Wal prestava serviços particulares na casa de Bolsonaro. Ainda segundo eles, o marido, Edenilson, era caseiro do presidente.

“Mambucaba fica a mais de 50 km de distância do centro de Angra dos Reis e, segundo asseverado por Walderice e Edenilson, a quantidade de moradores não chega a 300, sendo boa parte parente de Walderice”, diz o MPF.

De acordo com a peça do MPF, ainda que se admita que Wal recebesse demandas dos cerca de 300 moradores e as repassasse esporadicamente ao deputado, “tal atividade não justifica, por si só, sua manutenção no cargo de secretário parlamentar por mais de 15 anos”.

Informações: BNews 

 

OUTRAS NOTÍCIAS