Bolsonaro diz que estudará volta ao Brasil uma semana antes, data está prevista para o dia 29

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (14) que pode voltar ao Brasil no dia 29 de março, mas que estudará situação do país uma semana antes para tornar definitivo ou não o seu retorno.

Ele ainda disse que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não é candidata a nenhum cargo Executivo, apesar de tê-lo ajudado na campanha eleitoral e, segundo ele, ter habilidades políticas.

“Eu sempre marco uma data pra voltar, a data agora marcada é dia 29 desse mês. Quando falta uma semana, a gente estuda a situação, como é que tá o Brasil, como estão os contatos aqui”, disse Bolsonaro em evento com brasileiros nos EUA.

Sobre sua esposa, o ex-mandatário afirmou que ela possui habilidades políticas, boa oratória e o ajudou na sua frustrada candidatura à reeleição. Disse também que Michelle chegou a “ser lançada” à Presidência para 2026, mas que “ficou revoltada”. “Não é candidata para o Executivo”, disse Bolsonaro.

Ele, porém, não negou a possibilidade dela disputar outros cargos, referindo-se ao Legislativo. “Ela pode realmente aí, disputar um cargo eletivo”, disse, citando depois os cargos de deputada federal e senadora.

A ex-primeira-dama também compareceu ao evento. Ela viajou nesta terça para os Estados Unidos.
A fala sobre uma possível volta ao Brasil ocorre após Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho e senador, anunciar a volta do pai para o dia 15 desse mês, mas recuar 14 minutos depois.

“Acabou a espera! Bolsonaro vem aí! No dia 15 de março, o nosso Johnny Bravo volta para o Brasil. Já pode pendurar a bandeira verde e amarela e vestir as cores do nosso País. Juntos, vamos fazer uma oposição forte e responsável, pelo bem do nosso Brasil. Deus, pátria e família!”, escreveu o primogênito de Bolsonaro.

O ex-presidente viajou para os EUA em 30 de dezembro de 2022, um dia antes de deixar a Presidência, e, rompendo uma tradição democrática, não passou a faixa presidencial para seu sucessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No encontro, ele e a ex-primeira dama se reencontraram pela primeira vez após o surgimento do escândalo das joias da arábia, apreendidas pela Receita Federal e que supostamente seriam para Michelle.

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