Após repercussão de vídeo com policiais militares rasgando camisa de homem, comandante do CPRL acolhe família e entrega nova roupa ao rapaz “Somos uma Força a serviço do cidadão”, diz coronel.

Após repercussão de um vídeo onde três policiais militares do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 65ª Companhia Independente da PM (CIPM) foram filmados na última semana abordando um homem negro dentro da própria casa e na presença dos dois filhos menores de idade, o comandante Geral do CPRL, coronel Lopes e o sub comandante coronel Muller, receberam na unidade o feirense Nailson Santos da Silva.


Segundo a assessoria do CPRL, a visita de Nailson teve como objetivo reestabelecer a confiança com a PM e proporcionar acolhimento por parte do órgão com o cidadão.
A Policia Militar ofereceu auxilio de Assistência Social e psicológica ao feirense e seus familiares, além de ser presentado com uma camisa, sinalizando a solidariedade quando teve sua roupa rasgada na abordagem.


“Somos uma Força a serviço do cidadão e sempre estaremos prontos a batalhar para construir uma sociedade cada dia mais igualitária e justa”, disse o Coronel Lopes.


Ainda de acordo com o coronel Lopes. os policiais filmados no vídeo estarão respondendo o expediente em atividades administrativas até o final das apurações disciplinares.
“Todo procedimento legal e justo será adotado, observando o previsto em Lei”, afirmou Lopes.
Sobre o fato:

Na filmagem, os agentes acusam o morador de ter corrido ao avistar a viatura policial e, em um determinado momento, rasga a camisa dele após um empurrão. O caso aconteceu na cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador.
Ao presenciar a situação, a esposa do homem começa a filmar a abordagem e tenta explicar aos policiais que o marido entrou na casa para buscar seu celular, não por estar fugindo da equipe policial. O morador expressa seu descontentamento, mas o policial nega, confrontando-o: “Por que você correu ao ver a viatura?”
Um dos PMs solicita à mulher, que está com o celular, que saia do interior do imóvel, porém, o marido pede para que ela permaneça na sala de estar. A esposa manifesta sua indignação com a maneira como o pai de seus filhos foi abordado: “Ele está estudando para ser policial, como isso pode acontecer?”, lamenta.

Redação com informações do CPRL

OUTRAS NOTÍCIAS