paquistao

No ano passado, um dia depois de o premiê paquistanês, Nawaz Sharif, anunciar o fim da moratória de sete anos nas execuções no país, paparazzi cercaram a casa de Sabir Masih na cidade de Lahore.

O carrasco, de 32 anos, já havia dado entrevistas antes e nunca teve problemas em compartilhar suas opiniões sobre a retomada de execuções em seu país. Mas nesse dia, ele estava sem tempo.

“Eu tinha que chegar a Faisalabad na noite de 18 de dezembro porque havia dois presos que seriam executados na manhã seguinte”, conta.

Então, ele colocou algumas coisas em uma bolsa e se vestiu com as roupas de sua irmã de 17 anos, cobrindo o rosto com um véu. Passou diante de várias equipes de TV para chegar ao ponto de ônibus.

Nesse momento, a cerca de 170 quilômetros dali, em Faisalabad, autoridades estavam transportando os presos.

Ambos eram ex-soldados e membros de redes de militantes extremistas locais.

G1