A má fase em campo do atacante Luan, do Grêmio, vem chamando atenção da imprensa esportiva. No entanto, o que pouco se fala, é que o jogador vem tentando contornar as adversidades com a ajuda e aconselhamento de um pastor.

A Rádio Gaúcha procurou o pastor Alexander Ribeiro e o entrevistou na última quarta-feira, 15 de maio, para conversar sobre o trabalho de apoio que ele tem desenvolvido junto ao atleta, que teve convocações para a Seleção Brasileira e chegou a ser eleito o Melhor Jogador da América em 2017, mas caiu de produção.
Alexander Ribeiro, que dirige a Igreja Portas Abertas, em Belo Horizonte (MG), falou sobre sua relação com o atacante do Grêmio e explicou quais são os passos que Luan tem dado para vencer o momento ruim. “Eu conheci o Luan no ano de 2016 através de um amigo em comum. Depois, no final de 2018, ele me procurou me pedindo para aconselhá-lo e, pela bondade Deus, nos focamos em orar e tirar os maremotos da vida. Ele se focou, colocou o alicerce dele primeiramente em Deus e depois em sua carreira profissional”, disse o pastor.

O atacante gremista, no entanto, não é o único que tem se aconselhado com o pastor: Nenê, do São Paulo, Romarinho, ex-Corinthians, Rever, do Atlético-MG, Bruno Cortez, do Grêmio, e Sassá, do Cruzeiro, são outros atletas com quem Alexander Ribeiro tem conversado, procurando ajudá-los em suas dificuldades.

O pastor enfatizou que não tem tido ganhos financeiros com esse trabalho feito junto aos atletas: “O ganho que eu tenho pelo Luan é gratidão. Graças a Deus, não o ajudo e nem pessoa alguma em prol de bem financeiro. Até porque aquilo que é financeiro é perecível, passa. Você pode precisar do dinheiro, mas o dinheiro não pode ser seu dono. Não estou ganhando nada para ajudar o Luan. Outras pessoas, não só jogadores de futebol, precisam de ajuda. A gente não cuida do Luan jogador, mas do Luan pessoa”.
Na entrevista, o pastor evitou entrar em detalhes sobre os problemas vividos por Luan: “Graças a Deus, ele nunca me transmitiu nada de errôneo. As lesões abalam qualquer ser humano. Ele tem o dom do futebol. Quando aconteceu sobre o pé dele, essa enfermidade, ele via o potencial de fazer, mas não tinha a qualificação de fazer”, comentou, mencionando a fascite plantar que foi diagnosticada no jogador.

Os boatos sobre abuso de álcool foram desmentidos pelo conselheiro de Luan: “Ele não bebeu, não saiu. Pelo contrário, quando o conheci no final de 2018, o conheci com foco. No período anterior, não posso afirmar. O que posso afirmar é que ele teve convicção de que precisaria se recuperar, não para ser melhor para os outros, mas para si mesmo”, reiterou o pastor.

 

Informações:Gospel Mais/Caldeirão do Paulão/Foto:Guiame.com